sábado, 31 de outubro de 2009

Importância econômica dos alimentos orgânicos


Área plantada de alimentos orgânicos (em hectare)


O movimento orgânico cresce em todo o mundo, e mesmo nos EUA é grande o número de homegardeners que utilizam a produção orgânica - isto é, pessoas que optaram por produzir em casa os vegetais que consomem para garantir a isenção de agrotóxicos.

A produção orgânica, por sua própria natureza, se adequa à pequena propriedade rural, e com freqüência esses produtores se organizam em cooperativas para comercializar seus produtos. Essa organização permite o contato direto com o mercado consumidor, crescente nos grandes centros. A demanda por produtos orgânicos tem sido maior que a oferta, levando a um aumento dos preços dos alimentos orgânicos (e consequentemente, um aumento na renda dos seus produtores). Além disso, cresce o número de feiras de produtos orgânicos, onde o produtor vende direto ao consumidor. Também a pecuária orgânica, que utiliza sistemas como o pastoreio Voisin, escoa laticínios por este sistema sem intermediários.

Cerca de 75% da produção nacional de orgânicos é exportada principalmente para a Europa, Estados Unidos e Japão. A soja, o café e o açúcar lideram as exportações. O Brasil é o segundo maior produtor mundial em alimentos orgânicos, principalmente devido ao extrativismo sustentável. Os maiores fornecedores do Brasil estão na Serrana do Estado do Rio de Janeiro e o Estado de São Paulo. Para o Município do Rio de Janeiro, e os alimentos mais comercializados são as verduras e os legumes.






Referências bibliográficas:

www.planetaorgânico.com.br

www.megaagro.com.br

www.wikipedia.com.br


Razões para os orgânicos serem mais caros

O preço dos produtos orgânicos tende a ser maior que o dos convencionais. No Brasil, por exemplo, os produtos orgânicos são, em média, 40% mais caros que os convencionais. De acordo com o site da Food and Agriculture Organization das Nações Unidas (ONU), isto ocorre, no mundo inteiro, por que:


  • o fornecimento da comida orgânica é limitado se comparado à sua demanda;
  • os custos da produção dos alimentos orgânicos, normalmente, são maiores devido ao grande trabalho exigido e ao fato de que os fazendeiros não produzem o bastante, de um único produto, para baixar seu custo de forma abrangente;
  • o manuseio do período pós-colheita de quantidades relativamente pequenas resulta em altos custos.


A FAO também observa que os preços da comida orgânica incluem não só o custo da produção, mas também uma escala de outros fatores que não existem no preço da comida produzida em larga escala e com compostos químicos, como:


    • melhoria e proteção ambiental e o fato de evitar futuras despesas com o controle da poluição;
    • padrões melhores de bem-estar dos animais;
    • prevenção de riscos contra a saúde dos fazendeiros devido ao manuseio inadequado de pesticidas, evitando futuras despesas médicas;
    • desenvolvimento rural, gerando mais empregos nas fazendas e garantindo um rendimento justo e suficiente para os produtores.




Referências bibliográficas:

www.ambiente.hsw.uol.com.br

www.somostodosum.ig.com.br